I
Andei a viajar nas coisas
Coloquei meus olhos em tudo
E tanto vi quanto criei
Novas visões
Pro mesmo mundo
Não vos falo desses olhos
Esses que vos olham
E que ainda assim não vês
Os que pousei nas coisas
São outros, claros e profundos
Nunca vos mostrei
E hoje relembrando meu canto
Vejo que semente e solo
Por dentro fecundei esquecida
E chovi chorosa enquanto nascia
Da rosa outra rosa mais linda
E muito pouco me deixei
Nesse caminho
Cantar vencida
No mundo onde eu crescia
Me fiz de tantos sentimentos
E de tantos sentidos me tecia
(Ressentidos eu sei)
E foi por isso que não dei
Retrato nem canção nem filho
E digo mais
O que pensas vida
Não é mais que a ida iluminada da razão
E o que pensas morte
Não é mais que a chegada emocionada da visão
terça-feira, 9 de setembro de 2008
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2 comentários:
Nação cigana
É sim...
A Gal tb.
E tem gente ao Monte querendo ser Linda e Litra.
Mas, só tu
É Lítrica e Rosales!
Rosa ares
Rosar-te...
Já Eu, Nasci.
***
Luzes poéticas banhem nossa ParahybaPessoa sem fronteiras!
:***
Pense, Édirocha a mulé!
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