Estás comigo amado
Estás guardado amigo
De todos os males do passado
Julgado foste absorvido
E quando há noite enluarada no meu leito
Vos deito a Ísis do meu ventre lírio
E que delírio vos dá meu jeito
Véu de virgindade que cultivo
E te deixo aqui ficar quieto
Dentro de mim adormecido
E choras tantas dores
Dizes do que não foi e teria sido
Não vês que de ti estás perdido
Enraizado ao lado de quem não sabe
Amar o perdido
Peço a Deus que um dia saias de teu umbigo
E que o que não foi nesse dia haja sido
- É um pensamento perdido (e nisso sou igual a vós)
Enquanto riso há um choro claro
Nessas letras que vos digo
Um cantar de amor desencantado
Um embalar de pássaro ferido
Firmeza de amar o perdido
E por mais que eu diga (e tenho dito)
Que estou aqui para ser a tua amada
Conforto de morada
Divindade e abrigo
Ainda vibras nas promessas passadas
Ainda insistes em remoer o sofrido
É preciso amado para amar ser livre
Ser livre de dores e de risos
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
terça-feira, 9 de setembro de 2008
Noticias íntimas I
I
Andei a viajar nas coisas
Coloquei meus olhos em tudo
E tanto vi quanto criei
Novas visões
Pro mesmo mundo
Não vos falo desses olhos
Esses que vos olham
E que ainda assim não vês
Os que pousei nas coisas
São outros, claros e profundos
Nunca vos mostrei
E hoje relembrando meu canto
Vejo que semente e solo
Por dentro fecundei esquecida
E chovi chorosa enquanto nascia
Da rosa outra rosa mais linda
E muito pouco me deixei
Nesse caminho
Cantar vencida
No mundo onde eu crescia
Me fiz de tantos sentimentos
E de tantos sentidos me tecia
(Ressentidos eu sei)
E foi por isso que não dei
Retrato nem canção nem filho
E digo mais
O que pensas vida
Não é mais que a ida iluminada da razão
E o que pensas morte
Não é mais que a chegada emocionada da visão
Andei a viajar nas coisas
Coloquei meus olhos em tudo
E tanto vi quanto criei
Novas visões
Pro mesmo mundo
Não vos falo desses olhos
Esses que vos olham
E que ainda assim não vês
Os que pousei nas coisas
São outros, claros e profundos
Nunca vos mostrei
E hoje relembrando meu canto
Vejo que semente e solo
Por dentro fecundei esquecida
E chovi chorosa enquanto nascia
Da rosa outra rosa mais linda
E muito pouco me deixei
Nesse caminho
Cantar vencida
No mundo onde eu crescia
Me fiz de tantos sentimentos
E de tantos sentidos me tecia
(Ressentidos eu sei)
E foi por isso que não dei
Retrato nem canção nem filho
E digo mais
O que pensas vida
Não é mais que a ida iluminada da razão
E o que pensas morte
Não é mais que a chegada emocionada da visão
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